A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul empossou 10 novas defensoras e defensores públicos substitutos na quinta-feira (17), em Campo Grande. Com as nomeações, a instituição passa a contar com 232 membros. A solenidade aconteceu no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (ESDP-MS). A mesa de autoridades foi composta pelo defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini; corregedora-geral, Salete de Fátima do Nascimento, presidenta da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de MS (Adep-MS), defensora pública Grazielle Carra Dias e do procurador-geral adjunto, Ivanildo Silva da Costa. Participaram ainda da solenidade o primeiro subdefensor público-geral, Gustavo Henrique Pinheiro e a segunda subdefensora pública-geral, Lucienne Borin Lima, além de autoridades civis e militares. Tomaram posse Jéssica Renata Gomes Perez, Gabriela de Oliveira das Neves, Felipe Augusto da Cruz, Rebecca da Silva Pellegrino Paz, Livia Maria Nascimento Silva, Daniele Castanharo, Evelin de Oliveira Leite, Carolina Borges Soares, Rafael Augusto Damasceno Penati e Sérgio Vinícius Calves. Administração Superior Durante a cerimônia, o defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini, destacou que a ampliação do quadro permite aumentar a presença da instituição no Estado. Desde 2023, 37 novos membros ingressaram na Defensoria Pública de MS.
“Quando damos posse a mais dez defensoras e defensores públicos, não acrescentamos apenas dez nomes à instituição. Ampliamos a possibilidade de a Defensoria Pública estar onde precisa estar. Hoje, somos 232 membros e nosso trabalho é chegar até onde a população está”, afirmou.
O defensor-geral também falou sobre o atendimento às pessoas que procuram a instituição e pediu aos novos membros atenção à realidade de cada assistida e assistido.
“Por mais simples que uma situação possa parecer para quem conhece o Direito, para a nossa assistida e para o nosso assistido ela não é simples. É preciso saber ouvir e lembrar que não existe apenas um número à nossa frente. Existe uma pessoa, com sua história e suas expectativas”, disse.
Colégio Em nome do Colégio das Defensoras e Defensores Públicos de Segunda Instância, a defensora pública de Segunda Instância Neyla Ferreira Mendes ressaltou a responsabilidade que acompanha o ingresso na carreira.
“Ser defensor público não é apenas exercer uma profissão jurídica. É receber pessoas que muitas vezes chegam até nós depois que todas as outras portas se fecharam. É ouvir quem não foi ouvido e transformar o direito previsto na Constituição em direito concreto na vida de alguém”, declarou.
A defensora Neyla também destacou a integração entre os diferentes graus de atuação da instituição.
“Primeiro e segundo grau não são ilhas. São etapas de uma mesma defesa, exercida em favor da mesma pessoa e destinada à proteção do mesmo direito. Desde o primeiro dia, cada processo precisa ser pensado também em sua trajetória recursal”, afirmou.
Associação A presidenta da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Mato Grosso do Sul (Adep-MS), defensora pública Grazielle Carra Dias, falou sobre a participação dos novos membros na construção da instituição.
“Agora, como integrantes da nossa Defensoria, também será direito e dever de vocês construí-la. As instituições são construídas por pessoas, por responsabilidade, generosidade e pela capacidade de se colocar ao lado das pessoas, nunca acima delas”, disse.
A presidenta também reforçou que a atuação da Defensoria deve alcançar quem encontra dificuldades para acessar seus direitos.
“Somos muitas vezes o último recurso de quem já sofreu diferentes formas de violência e encontrou portas fechadas em outras instituições. Na Defensoria, as portas precisam estar sempre abertas”, completou.
Empossados A defensora pública substituta Jéssica Renata Gomes Perez discursou em nome das empossadas e dos empossados. Ela lembrou que o 18º concurso público para a carreira teve início em 2021 e citou as etapas percorridas até a posse.
“Voltamos ao lugar onde fizemos nossas provas, não mais com a incerteza sobre o futuro, mas com a convicção de que nosso sonho se tornou realidade. Regressamos como defensoras e defensores públicos do Estado de Mato Grosso do Sul”, afirmou.
A defensora substituta também falou sobre o compromisso assumido pelos novos membros com as pessoas atendidas pela instituição.
“Por trás de cada atendimento há uma história. A nossa maior missão será servir. Peço que, mesmo após anos de profissão, não nos acostumemos com as injustiças e que sempre tenhamos empatia e atenção com quem procura a Defensoria Pública”, concluiu.
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Fotos: Vitor Ilis











