Esta sexta-feira (23) marcou o início de uma nova fase para cinco reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada (EPFRSAAA) de Campo Grande. Elas concluíram a 5ª etapa do Projeto Aurora, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), conduzida pela 50ª Promotoria de Justiça, voltada à reinserção social e à humanização do sistema prisional.

A quinta turma teve início com 28 participantes e formou cinco mulheres aptas a retomar a convivência em sociedade com capacitação e novas perspectivas — na edição anterior, o projeto certificou 11 reeducandas.

Durante a cerimônia, a idealizadora do projeto e titular da 50ª Promotoria de Justiça, Jiskia Sandri Trentin, enfatizou a importância da atuação conjunta entre o poder público e a sociedade civil para transformar a execução penal:

"O projeto quer que vocês se sintam acolhidas, reconhecidas e vistas como pessoas que têm plena capacidade de mudar (...). Nossos parceiros são aqueles que têm a coragem de fazer o que é possível ser feito, superando críticas e preconceitos para construir uma nova realidade. A gente precisa dar a possibilidade de transformar vidas; é disso que se trata”, frisou a Promotora de Justiça.

A Promotora de Justiça também destacou que a iniciativa exige empenho institucional e adesão das participantes, pontuando que o projeto fornece o suporte e as ferramentas necessárias, mas o compromisso individual de cada reeducanda é a chave para o sucesso do recomeço. A cerimônia também contou com a apresentação da orquestra do Colégio Master.

Sobre o Projeto Aurora

Instituído há cinco anos, o Projeto Aurora tem como objetivo central promover a reinserção social de mulheres em cumprimento de pena, viabilizando condições concretas para o retorno à liberdade. A iniciativa foca no compromisso voluntário de não reincidência e no incentivo a projetos de vida desvinculados da criminalidade.

A proposta trabalha de maneira integral os aspectos emocionais, familiares e socioeconômicos das participantes, atuando desde o fortalecimento da rede de apoio pessoal até a qualificação profissional para o mercado de trabalho formal e atividades lícitas.

Rede de parceiros

Para viabilizar as oficinas, os atendimentos e as capacitações, o MPMS conta com uma rede interinstitucional de apoio composta por:

Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) Instituto Rorschach de Mato Grosso do Sul Laboratório de Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho da UCDB Subsecretaria Municipal de Políticas para Mulheres Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) Conselho da Comunidade de Campo Grande Instituto Ação Pela Paz Senac/MS Sebrae/MS Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) Pastoral Carcerária Instituto Mirim de Campo Grande Senai/MS