[](https://www.ufms.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-22-at-12.54.03-1.jpeg)Cento e uma pesquisadoras foram contempladas na manhã desta quinta-feira, 22, com cartões de pesquisa do programa Mulheres na Ciência 2026, em cerimônia realizada na Sala de Atos. Com investimento ampliado para R$ 500 mil, a iniciativa vai apoiar projetos científicos coordenados por mulheres em diferentes áreas do conhecimento.
A reitora Camila Ítavo ressaltou a importância de oferecer melhores condições para o desenvolvimento das pesquisas na Universidade.
“Queremos ampliar a produção e dar mais agilidade aos processos. Por isso, estamos investindo cada vez para que mais mulheres estejam à frente de projetos de pesquisa e desenvolvam os seus projetos com qualidade”
. O investimento no programa cresceu nos últimos anos. Em 2020, foram destinados R$ 150 mil; em 2021, R$ 160 mil; e, em 2022, R$ 190 mil. Em 2023 e 2024, o valor chegou a R$ 300 mil. No ano passado, subiu para R$ 400 mil e, em 2026, alcançou R$ 500 mil.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Fabrício Frazílio, destacou o resultado da seleção, que recebeu 154 propostas. Dessas, 148 foram aprovadas na etapa de avaliação e 101 receberam recursos.
“É um momento importante para a Universidade. Agradeço novamente à professora Camila e ao professor Albert pelo aporte de recursos e pelo movimento que vem acontecendo na instituição”, afirmou.
[](https://www.ufms.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-22-at-12.54.03-2.jpeg)A diretora de Cidadania da Pró-Reitoria de Cidadania e Sustentabilidade (Procids), Luciana Contrera, explicou que o Mulheres na Ciência faz parte do programa Sou Mulher UFMS, criado em 2021.
“Ele nasceu de uma proposta isolada, mas vem consolidar uma política e um programa institucional da UFMS”
. Segundo ela, programas como esse ajudam a enfrentar as diferenças históricas entre mulheres e homens. A iniciativa busca apoiar as mulheres desde o ingresso na Universidade até a formação e a atuação profissional. Atualmente, elas representam 55% dos estudantes de graduação e aproximadamente 60% dos estudantes da pós-graduação, mas ainda são minoria entre os professores titulares.
A professora Joice Chiareto, do curso de Administração na UFMS de Naviraí, desenvolve pesquisa sobre metodologias ativas no ensino superior, incluindo atividades com Lego. O recurso permite comprar materiais e desenvolver ações que antes eram custeadas com recursos próprios. Neste ano, Joice também participou do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, com apoio de recursos recebidos em uma edição anterior do programa.
“Eles nos permitem financiar melhor as nossas pesquisas e avançar mais, dar mais apoio para os alunos”, destacou.
[](https://www.ufms.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-22-at-12.54.03-3.jpeg)A professora Jucelia Linhares Granemann Medeiros, do Instituto de Biociências da UFMS de Campo Grande, criou um laboratório de ensino, pesquisa e tecnologia assistiva, que oferece capacitações, produz recursos e desenvolve atividades com a comunidade. O trabalho inclui ainda parcerias nacionais e internacionais. Para ela, o recurso do Mulheres na Ciência ajuda a ampliar as ações do grupo.
“Quando nós temos essa ajuda, esse recurso, as coisas fluem mais, a gente pode ampliar, investir mais em algumas coisas que a gente tem”, afirmou.





Texto: Rodson Lima e Bianka Macário
Fotos: Rúbia Pedra


